SEGURANÇA NAS TRANSAÇÕES ELETRÔNICAS É TEMA DE PAINEL NO
CONGRESSO DO IBDI
Segundo uma pesquisa da Killen & Associates, no ano de 2000
serão realizadas 9 bilhões de transações comerciais pela
Internet, número esse que, até o ano 2005, deve subir à casa
dos 20 bilhões de transações. Embora esses números sejam
instigantes, o desenvolvimento do comércio eletrônico
enfrenta um grande empecilho: a questão da segurança das
transações feitas em meio eletrônico. Os usuários da rede
ainda têm receio na hora de fornecer informações
confidenciais.
Os pagamentos feitos em meio eletrônico são seguros? É
seguro fazer compras na Internet utilizando o cartão de
crédito?
Nos Estados Unidos, 95% dos pagamentos em 1999 foram feitos
por meio de cartão de crédito. A Liga Nacional dos
Consumidores (NCL) publicou uma pesquisa que revela que 7%
das pessoas que fizeram compras on line foram vítimas de
algum tipo de engano provocado pelo uso do cartão de crédito.
Outro dado estatístico divulgado esclarece que apenas 5% dos
consumidores se sentem totalmente seguros quando realizam
uma operação on line. Mas não são somente os consumidores
que têm problemas de segurança em operações comerciais
eletrônicas. Algumas pesquisas revelam que as empresas são
as verdadeiramente prejudicadas, vítimas dos mais diversos
tipos de fraudes. Segundo uma pesquisa do Gartner Group, as
empresas virtuais estão sujeitas a um percentual de fraude
12 vezes superior ao das lojas tradicionais. A Visa
Internacional, empresa que efetua 50% de seus pagamentos com
cartão de crédito na Internet, foi fraudada em 50% dessas
transações.
Essa questão da segurança é uma das mais tormentosas no
mundo da Internet e, por essa razão, foi escolhida para ser
debatida por dois dos maiores especialistas no tema. No
Congresso que o IBDI irá realizar nos dias 09 a 11 de
novembro (em Recife, na sede do TRF-5ª Reg.) estarão
presentes Kristian Eichertz Stephansen e Clovis Lacerda. O
primeiro deles é dinamarquês, com Mestrado (MSc) em Economia,
na especialidade " Strategy & Management", na Aarhus School
of Business, Dinamarca. Trabalha na PBS International, em
Copenhage, no Departamento de Segurança, como "Fraud
Analyst", cuja função se resume a seguir as tendências das
fraudes com uso de cartões de crédito na Internet. A PBS
International (www.pbs.dk), onde trabalha o Kristinan, é a
empresa que desenvolve os sistemas de segurança de rede para
a Eurocard, Mastercard, Visa e outras empresas estrangeiras
administradoras de cartão de crédito e instituições
financeiras. O segundo palestrante, Clovis Lacerda, é o CEO
no Brasil da Interdotnet, terceira maior empresa no mundo
provedora de acesso à Internet. Engenheiro eletrônico de
formação, com pós-graduação (MBA), tem trabalhado em várias
empresas de tecnologia da informação, além de ter completado
vários cursos de especilização nos EUA.
Juntos, eles vão demonstrar que as estatísticas sobre
fraudes com o uso de cartões de crédito e outras formas de
pagamento on line, embora possam impressionar, não são tão
assustadoras como parecem. Ao contrário do que nos levam a
julgar, os pagamentos em meio eletrônico estão ficando cada
vez mais seguros. Os fortes investimentos que empresas e
bancos têm feito em segurança tendem a diminuir
consideravelmente as fraudes cometidas em redes abertas.
Além disso, tem ajudado bastante para tornar o ciberspaço um
local seguro a circunstância de que boa parte dos países já
editaram suas leis sobre comércio eletrônico e generalizaram
normas de segurança internacional. Por exemplo, a União
Européia já editou uma Diretiva sobre comércio eletrônico.
Outro avanço sinificativo foi a validação da assinatura
eletrônica tanto no velho continente como nos EUA, medida
que elimina as barreiras legais que existiam para a
assinatura de contratos através da Internet e potencializa o
comércio eletrônico.
Eles vão explicar ao público (leigo ou não) o que vem a ser
as tecnologias SET e SSL, que são protocolos para a
segurança de transações via rede aberta. O protocolo SET
(Secure Eletronic Transactions), que é um padrão aberto
desenvolvido pela Visa e Mastercard, é o mais comumente
utilizado nas operações de pagamento on line. Esse protocolo
não é nada mais do que um meio de autenticação dos agentes
que interagem na comunicação eletrônica. Por exemplo,
através dele é possível que o titular do cartão tenha
certeza de que está transacionando com sua instituição
bancária ou vice-e-versa, por meio da obtenção de um
certificado que garante a identidade das partes e o sigilo
da informação (que transita cifrada na rede). A cada dia,
mais e mais empresas vêm adotando o padrão SET de segurança.
No final de 1999, mais de 130 instituições bancárias de 18
países europeus já haviam adotado esse sistema, significando
um aumento de 108% em relação ao ano anterior (1998). A
nível mundial, já existem mais de 300 bancos que adotaram o
padrão SET de segurança, e o número continua aumentando. Já
o protocolo SSL (Secure Socket Layer), um sistema
alternativo, oferece um ainda maior grau de segurança.
Ao lado da adoção dos protocolos de segurança, outras
medidas estão sendo tomadas para favorecer o comércio
eletrônico, como a criação de órgãos nacionais e
internacionais que garantem a validade das transações. Entre
estes, podemos citar a Global Trust Authority (GTA),
entidade sem fins lucrativos com sede na Bélgica, criada por
mais de 800 associações bancárias. Outras entidades
nacionais e regionais também estão sendo criadas com a mesma
finalidade.
Se você pretende conhecer um pouco mais sobre esses padrões
de segurança na rede, como são implantados, qual o grau de
eficácia que oferecem, custos e retorno em termos de
credibilidade empresarial, e seus reflexos na
responsabilização das empresas - uma empresa que não usa
sistema de segurança moderno tem mais facilidade de ser
condenada por danos aos usuários de seu sistema de comércio
eletrônico - compareça nos dias 09 a 11 de novembro na sede
do Tribunal Regional Federal, em Recife, durante a
realização do 1º Congresso Internacional de Direito e
Tecnologias da Informação. Além desse tema, muitos outros
serão explanados e discutidos. Inscreva-se já! Maiores
informações podem ser obtidas pelos telefones (081) 4125087,
4125088 e 4125089, ou pelas home pages www.infojus.com.br/congresso
e www.ibdi.hpg.com.br