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Perda na cultura brasileira: Mário Souto Maior

Brasil perde um de seus
maiores folcloristas
Programa do Jô: assista à
entrevista com Mário Souto Maior
(se você não tem o Media Player instalado,
clique
aqui)
Leia uma crônica do grande
folclorista
Visite o site do escritor
por Clovis Lacerda*
Hoje, 25 de Novembro de 2001, Pernambuco e o
Brasil perdem um de seus maiores folcloristas e
escritores do último século. Tive a honra de
conhecê-lo pessoalmente na finalização do seu
livro 'Um menino chamado Gilberto Freire',
primeiro de outros livros que enalteceram as
obras de conhecidas personalidades pernambucanas.
Em um mundo cada vez mais globalizado, Mário
Souto sempre soube, como ninguém, destacar e
identificar as peculiaridades do povo brasileiro,
sobretudo as do nordestino. A forma como ele tão
singularmente ilustrou a cultura nordestina é
sua marca registrada. Sua simplicidade,
coerência e amor às suas raízes foram sua fonte
inspiradora e alicerces para refletirem, no
papel, a alma ingênua do seu povo.
Minha admiração vai também para seu filho, Jan
Souto Maior, que tanto se dedica a divulgar e a
catalogar sua obra, que sempre será eterna.
Coisa rara nos dias de hoje, vermos tamanha
dedicação de um filho para com a obra de seu pai,
mas não se podia esperar nada diferente de um
pai exemplar que Mário sempre foi.
Reúna-se, caro Mário, com seus colegas Gilberto
Freyre, Joaquim Nabuco, e façam com que pessoas
simples, como nós, possam sempre ter orgulho do
nosso passado, e com ele, que nós possamos
construir um futuro digno de pessoas como você.
Darei-me à liberdade de parafrasear o hino de
Pernambuco, clamando: 'Mário, imortal, imortal!'
* Clovis Lacerda é presidente da Inter.net
do Brasil.

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