PSINet encerra suas atividades no Brasil
Fonte: JC - Online Data: 21/08/2001
A PSINet do Brasil encerrou ontem suas operações. O fechamento foi decidido depois que fracassaram, na última sexta-feira, as tentativas de vender a empresa em bloco ou em partes para grupos nacionais ou estrangeiros. A PSINet havia tentado, também sem sucesso, vender o conjunto de ativos na América Latina, incluindo o Brasil. No início de junho, a PSINet já havia solicitado concordata no mercado americano.
Desde a quarta-feira da semana passada, os clientes corporativos da PSINet em Recife, que usavam o serviço de acesso dedicado à Internet, estão sem conexão. O bloqueio foi provocado pela Embratel, que cortou o serviço da PSINet por falta de pagamento do uso da rede da ex-estatal.
Há dois anos operando no Brasil, a PSINet tornou-se o terceiro maior provedor do País depois de uma seqüência de 11 aquisições de pequenos prestadores de serviços. A PSINet chegou a Pernambuco depois da aquisição da Pitaco Assessoria Ltda, empresa especializada em acesso a Internet integrante do Grupo Elógica.
Quando a venda foi realizada, em abril do ano passado, a empresa tinha uma carteira com 17,5 mil usuários de Internet. De acordo com o empresário José Eduardo Belarmino Alcoforado, presidente do Grupo Elógica, o contrato assinado com a PSINet o obrigava a não abrir empresa concorrente e a manter-se distante da administração da PSINet. A empresa americana pagou 80% do valor negociado.
Em fevereiro deste ano, as carteiras de clientes pessoas física e jurídica foram divididas entre PSINet e Inter.net, que assumiu o acesso dos clientes residenciais.
“É preciso separar as empresas, a Inter.net não tem nada com a PSINet”, ressalta
Clovis Lacerda, presidente da Inter.net. Segundo ele, os clientes do provedor em Recife têm acesso através de três números de telefone e um deles faz a conexão através da PSINet. “Aqueles clientes que estão usando este número notarão que não estão navegando. É só reconfigurar o computador. Os novos números estão no nosso site”, diz.
Belarmino, que fundou o provedor Elógica, demonstra melancolia ao comentar o encerramento das atividades da sucessora de sua empresa. “Não era o futuro que eu esperava, mas estou aliviado, pois não podia fazer nada para ajudar”, diz.
Até junho, eram sete filiais no Brasil, com mais de 3 mil clientes corporativos. Antes do pedido de concordata da matriz norte-americana, os planos eram de ampliar a área para 5 mil metros quadrados.
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