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Até breve, Recife
10 de abril de 2002 tem um sentido especial para mim.
Na rápida visita de um dia do nosso presidente mundial, David Browning, ele
me fez um pedido. Queria tomar uma cerveja à beira mar de Boa Viagem. Fomos à
altura do Terceiro Jardim, pegamos duas cadeiras e uma “geladinha”. Em
seguida, uma rodada de camarão frito e amendoim cozido.
Tendo vivido 34 anos em Recife, nunca havia sentido algo mágico como aquele
dia. O som das ondas do mar, a brisa, a atenção dos vendedores na praia, a
areia esquentando os pés e o sol providenciando aquele bronzeado. David me
confidenciou que aquilo era o paraíso. Talvez quis me perguntar como eu tinha
coragem de morar em outro lugar, mas guardou o silêncio. Lembrei de minha
infância em Itamaracá e os acampamentos na outrora deserta Maracaípe. Lembrei
das trilhas 4x4 por Muro Alto e do gostinho que é velejar em Maria Farinha.
Sei que deveria estar falando de tecnologia e Internet, mas sinto-me obrigado
a prestar um tributo de amor à minha cidade. De tecnologia, só reforçarei o
lugar comum de que Recife é um celeiro de cérebros e gente criativa. Também
não irei falar dos Claudios Marinhos, Silvios Meiras e Belarminos.
Estou escrevendo esse texto no vôo de Orlando para Washington, mas não paro
de pensar em você, Recife. Devo minha educação ao colégio Santa Maria, à UFPE
e aos meus pais. Na minha antiga escola, lê-se uma frase que sintetiza tudo:
“Aqui se aprende a amar a Deus, a família e a pátria”. Aos meus pais e
educadores, obrigado por terem me ensinado tudo isso.
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